2 fontes extra-bíblicas da escuridão na crucificação de Jesus

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Os evangelhos narram que, na crucificação de Jesus, próximo da hora “sexta” até a hora “nona”, houve “trevas”:

“E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona” (Marcos 15:33)

“E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol;” (Lucas 23:44)

Porém, não somente os evangelhos relatam essa “escuridão”. Há duas fontes extra-bíblicas que relatam um fenômeno no mesmo período que Jesus esteve na Palestina do primeiro século, quando o imperador romano Tibério César estava no comando do Império.

• Talo, o historiador Samaritano:

Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D. Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: “Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico’ (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu).” Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. 2/113[1].

• Flégon, um historiador do primeiro século:

Suas Crônicas se perderam, mas um pequeno trecho dessa obra, que confirma a escuridão sobre a terra na hora da crucificação, também é mencionado por Júlio Africano. Depois de comentar a opinião ilógica de Talo sobre a escuridão, Júlio Africano cita Flégon: “Durante o tempo de Tibério César, ocorreu um eclipse do sol durante a lua cheia” (7/IIB, seção 256fl6,p. 1165). Flégon também é mencionado por Orígenes em Contra Celso (Livro 2, seções 14, 33, 59). Filôpão (De opif. mund. II 21) diz: “E sobre essas trevas… Flégon menciona-as em Olimpiadas (o título do livro que escreveu)”. Ele diz que “Flégon mencionou o eclipse que aconteceu durante a crucificação do Senhor Cristo e não algum outro eclipse; está claro que ele não tinha conhecimento, a partir de suas fontes, de qualquer eclipse (semelhante) que tivesse anteriormente ocorrido… e isso se vê nos próprios relatos históricos sobre Tibério César” (4/IIB, seção 257 fl6, c, p. 1165)[2].

Edwin M. Yamauchi, Ph.D, formado em hebraico e estudos helenísticos, mestre e doutor em estudos mediterrâneos, lembra uma citação do estudioso Paul Maier a respeito desse período de escuridão, em uma nota de rodapé do seu livro sobre Pôncio Pilatos (1968):

“Esse fenômeno, evidentemente, foi visível em Roma, Atenas e outras cidades do mediterrâneo. Segundo Tertuliano (…) foi um evento “cósmico” ou “mundial”. Flégon, um autor grego da Caria, escreveu uma cronologia pouco depois de 137 d.C. em que narra como no quarto ano das Olimpíadas de 202 (ou seja, 33 d.C), houve um grande “eclipse solar”, e que “anoiteceu na sexta hora do dia [isto é, ao meio-dia], de tal forma que até as estrelas apareceram no céu. Houve um grande terremoto na Bitínia, e muitas coisas saíram fora de lugar em Nicéia” (MAIER, Paul, Pontius Pilate, p.366) [3].

Referências:

[1] MCDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredito, p. 81;
[2] Ibid;
[3] STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo, Vida, 2001, p. 86;

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